Mostrando postagens com marcador Vivências em Biologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vivências em Biologia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Avistamento de baleias Francas em trabalho de campo da disciplina de Biologia Marinha


As Baleias Franca que visitam as costas brasileiras desde o polo sul pertencem à espécie Eubalaena australis, cujo tamanho máximo varia de 14 m para os machos e 18 m para as fêmeas. Seu peso médio é de 40 t, mas algumas chegam a 100 toneladas.

 Todos os Cetáceos (baleias e golfinhos) são mamíferos aquáticos que evoluíram a partir de ancestrais terrestres. Em seu processo de adaptação ao ambiente aquático foram sendo selecionados os indivíduos que adquiriram importantes modificações, das quais se pode destacar a mudança do nariz da face para a nuca, permitindo que não tirem a cabeça toda para fora d’água, quando precisam respirar (Blogpaedia, avistamento em 2009).

Em setembro de 2012 a turma da disciplina Biologia Marinha fez uma saída de campo que incluiu a atividade de avistamento de baleia Franca na Praia do Rosa.

Turma de  Biologia Marinha set/2012

Abaixo veja o vídeo produzido pela Professora Cláudia Pinto Machado.

 

Por que as baleias Franca migram?

 Elas vêm dos mares do sul onde encontram alimentos para dar cria em águas mais quentes, já que os filhotes precisam ganhar peso, antes de enfrentarem os mares gelados do polo sul.

Um filhote de baleia nasce com apenas 4 toneladas, muito pequenos para enfrentar as duras condições climáticas dos mares gelados. No seu “berçário” brasileiro ele engorda cerca de 50 kg por dia e, assim, em dois meses, as mamães e suas crias começam sua lenta migração para o sul. (Blogpaedia, avistamento em 2009).

Cabe ressaltar que durante sua estada nas costas brasileiras as fêmeas não têm o que comer. Assim, elas jejuam enquanto amamentam suas crias até conseguirem voltar aos mares repletos de Krill. Ali elas continuam amamentando até as crias completarem doze meses.

No ano seguinte, após finalizar o período de amamentação, estas fêmeas tratarão de ganhar bastante peso para se tornarem aptas a um novo ciclo reprodutivo.

Por: Cláudia Pinto Machado e Gladis Franck da Cunha

domingo, 4 de março de 2012

Estagiárias da UCS-CARVI realizaram a melhor atração do Embrapa & Escola 2011!




Trilha na Mata Atlântica foi eleita a melhor atração pela criançada!

Esta trilha fez parte do Estágio em Ciências Biológicas IV  realizado junto ao Programa Embrapa Escola da Embrapa Uva e Vinho de Bento Gonçalves.

Este trabalho ganhou destaque pelo fato de superar o lanche como melhor atividade do Embrapa Escola, pois desde o lançamento deste programa nenhuma outra atividade havia superado a preferência pelo lanche.
Este fato mostra que quando um trabalho educativo o é bem organizado e realizado com “paixão” ele se torna um grande prazer para os educandos, mais gostoso até do que maçã, iogurte, bolacha, suco e sanduíche!

Como se realizou este estágio prático?
Durante  visitação à Mata Atlântica, as acadêmicas da Universidade de Caxias do Sul Lígia Caroline Bortoli, Elida Bortolon e Natalia Tomasi Bassani reuniram conteúdos de diversas áreas como geografia,  aspectos ecológicos, utilização de princípios matemáticos no dia a dia e como estimar a idade de uma árvore.

Para enriquecer as explicações organizaram banners e faixas como na foto abaixo.
No início da trilha as estagiárias Élida, Natália e Lígia com os supervisores Liane e Wilson.

Abaixo vejam as declarações de algumas das crianças, as quais foram publicadas na Edição Especial nº 1.405 – 11 de novembro de 2011 do Informativo da Embrapa Uva e Vinho:

(Carolina - 10 anos; Escola Municipal de Ensino Médio Alfredo Aveline)
“Eu gostei mais da parte da trilha, pois aprendi sobre a natureza, os animais e as
plantas”. 

(Jéssica e Natália; E.M.E.F. Prof. Ulysses Leonel de Gasperi)
“Gostamos mais da Trilha, foi bom aprender sobre a Mata Atlântica e os animais”. 

(Roger e Ana Carolina; Escola Municipal de Ensino Médio Alfredo Aveline)
“Gostamos mais da Trilha porque é sobre a Mata Atlântica, sobre a mata e os animais”. 

Este foi um dos maravilhosos e inspiradores trabalhos realizados pelos alunos durante o Estágio IV, que pode ser trabalhado em ambientes não formais de educação.  

Todos os alunos que estagiaram em 2011 encantaram seus educandos com propostas interdisciplinares inovadoras, que contribuíram para a construção do conhecimento em Biologia.

Os professores supervisores Liane, Wilson, Gladis e Raquel desejam a todos que repitam o sucesso em 2012!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Entre trilhas e Cachoeiras da Fazenda Mimosa


O quarto dia no Mato Grosso do Sul misturou conhecimentos e prazer na dose exata. Conhecemos a Fazenda Mimosa, uma propriedade “pequena” de “apenas” 450 hectares, que foi comprada por uma empresa para explorar exclusivamente o turismo científico e ecológico.
No início da trilha o guia Morales dá as orientações gerais
 As trilhas na fazenda são definidas por biólogos e alternadas sempre que necessário, a fim de permitir que o impacto ambiental das sucessivas visitas seja minimizado.
Vários trechos possuem passarelas suspensas para maior segurança e menor impacto ambiental.
 Na recepção organizamos três grupos com no máximo 15 integrantes, que seria acompanhado por um guia treinado, obedecendo aos mesmos critérios do Recanto Ecológico do Rio da Prata.
Enquanto aguardávamos a nossa vez interagimos com simpáticos papagaios que estão sendo reintroduzidos no local, mas ainda se aproximam dos turistas para conseguir algum quitute.
Caverna calcária formada pelo antigo leito do rio Mimoso
 Ao lado da sede da fazenda há um lago com jacarés e junto a este há uma área que está sendo recomposta a partir do uso agrícola. Isto é mesmo interessante, pois são plantadas hortaliças sem utilização de agrotóxicos. Não são feitos canteiros e diferentes espécies são misturadas, dessa forma elas vão tratando o solo desgastado e aos poucos sementes de espécies nativas vão sendo acrescentadas até que uma mata natural volte a se formar.
Sede da Fazenda Mimosa
Enquanto a terra está sendo preparada, as hortaliças produzidas são utilizadas nas refeições servidas aos visitantes.
Um trecho da trilha é percorrido em botes de alumínio.

O encanto da fazenda Mimosa está no riacho com 9 cachoeiras que vamos visitando ao longo do percurso. Em três delas foi possível tomarmos refrescantes banhos e até mesmo saltar de uma plataforma de 6 metros de altura, nem todo mundo saltou, mas todos se divertiram muito.
Rio Mimoso com seus travertinos
A beleza do riacho se deve ás características químicas da água bastante rica em carbonato de cálcio que ‘afunda’ a matéria orgânica mantendo-se transparente e vai formando travertinos naturais que criam patamares de água.
Detalhe dos travertinos
A trilha percorrida ficava dentro da mata, desse modo, não houve necessidade de utilização de filtro solar, foi uma atividade de paz, sombra e água fresca, mas muita caminhada também. Assim, quando voltamos á sede o almoço foi muito apreciado, especialmente por estar delicioso.
O desnível da imagem indica que não foram poucas as escadas
No mato observamos alguns estragos produzidos por uma enxurrada durante o período de chuvas que, em 2011, foi bem acima da média. Alie-se a isso o fato da estrada estar sendo asfaltada e a consequente impermeabilização do solo ter aumentado a velocidade das águas.
Pausa para foto e para respirar.
A solução para reduzir o impacto da estrada foi abrir várias piscinas nas laterais da estrada. Na verdade são buracos de 50 metros separados uns dos outros que servem para reduzir a velocidade das águas nos dias de muita chuva.
As placas de identificação explicam características dos vegetais mais significativos.
Com as energias renovadas seguimos para o passeio de bote com algumas corredeiras. Nesta atividade aprendemos a nos posicionar para garantir a segurança no trajeto. Além disso, remamos, remamos, remamos e fizemos muita guerra com baldes d’água.
Orientações para travessia segura
Todos à bordo!
Sigam o líder!
Cena da Batalha Naval 
Cena da Batalha Naval
Cena da Batalha Naval
Atenção! Posição de cachoeira!
Arrancada final!
Ao final da tarde, voltamos para o hotel, doloridos (especialmente nos braços e pernas), mas muito animados, afinal, a programação do dia seguinte nos reservava uma escadaria com 800 degraus, mas isto é assunto para outra postagem.


Por Gladis Franck da Cunha
Fotos da trilha: Isaias Malta
Fotos dos Botes: guias

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Um dia espetacular no Pantanal do Rio Miranda!

imagem de arquivo
No terceiro dia das atividades do Curso de Extensão sobre os Ecossistemas de Mato Grosso do Sul conhecemos a fazenda San Francisco no Pantanal do Rio Miranda, onde nos deparamos com uma biodiversidade exuberante.

O nome da fazenda foi dado pelo primeiro proprietário Hélio Coelho, um médico que se especializou em San Francisco, na Califórnia, no ituito de homenagear sua esposa. Atualmente é proprietário da fazenda seu filho Roberto, que resolveu desenvolver a fazenda com tecnologia de ponta parcialmente adaptada para o gado enquanto outras áreas foram estudadas para o plantio do arroz.

Como as áreas alagadas da fazenda enriqueceram as fontes de alimento, atraindo aves e animais do Pantanal, a fazenda implementou uma terceira atividade: o turismo científico. A fazenda possui uma área de 15.000 hectares (quase a metade da área total do município de Bento Gonçalves), dos quais 7.000 formam uma Reserva Particular do Patrimônio Natural.

Como biólogos, nos encantou sobremaneira a riquíssima biodiversidade. Realizamos diversas atividades para observação de fauna e flora pantaneira: Safari Ecológico (fotográfico); Passeio de Chalana no Rio Miranda e Focagem Noturna, além de assistirmos uma palestra sobre o Projeto Gadonça que estuda a onça-pintada na fazenda.

Para chegar Miranda saímos de bonito as 5 horas da manhã do dia 19/08/2011. Já na fazenda, após as formalidades de preenchimento de seguro, fizemos o desjejum com um lanche preparado pelo Hotel e embarcamos para o safári ecológico onde ao invés de armas portamos nossas máquinas fotográficas para registrar tudo o que víssemos.
Embarcando para o safari (foto de Gladis F. Cunha)
 Embarcamos todos no mesmo caminhão de observação, deixando para trás o animados periquitos príncipe (Aratinga nenday), espécie pantaneira que usufruía dos alimentos oferecidos na cede da fazenda.

bando de Periquito príncipe (foto de Gladis F. Cunha)
Foram observadas várias espécies de aves, entre as quais chamam a atenção os vários tipos de gaviões, garças e o gigante tuiuiú (Jabiru mycteria).

Tuiuiu (arquivo)
 Outro encantamento são os jacarés do Pantanal (Caiman yacare). Uma cena inusitada foi observarmos uma capivara andando calmamente entre os jacarés. A capivara é um dos alimentos preferidos pelos jacarés, mas eles não atacam nada que não possam engolir inteiro, assim, embora comam os filhotes são inofensivos para os adultos.
Capivara entre jacarés (por Gladis F. Cunha)
 Longe dos jacarés a cria mama tranquilamente, não se abalando com nossa presença.

Capivara amamentando (por Gladis F. Cunha)
Os filhotes da coruja buraqueira também ficaram tranquilos com nossa presença e nos observaram curiosos de dentro do ninho.

Filhotes ainda no ninho, nos observando atentamente (por Gladis F. Cunha)

Um pescador voraz nadava em busca de alimentos. Era uma lontra difícil de fotografar pois elevava a cabeça para respirar, mas logo mergulhava.

Lontra observada durante o safari (por Gladis F. Cunha)

Lontra (arquivo)

Na estrada um carcará (Polyborus plancus) que é da família dos falcões. Ele permaneceu calmo enquanto passávamos possibilitando muitas fotos.

Carcará (por Gladis F. Cunha)
 As simpáticas araras canindé também frequetam a fazenda em busca de alimentos.

Arara canindé (por Gladis F. Cunha)

Uma parte do safári realizamos sobre uma trilha suspensa. À entrada observamos um espécime de Novateiro (Triplaris brasiliensis). Estes vegetais estavam floridos colorindo de rosa a paisagem. Apesar da beleza das flores esta é uma árvore perigosa, pois seu tronco oco serve de moradia para formigas por isso também é conhecido como Pau Formiga.

Novateiro em flor (arquivo)
 As formigas simbiontes defendem a planta de qualquer agressor, atacando ao primeiro toque, por isso a planta foi apelidade de novateiro, pois somente um novato desavisado se atreve a tentar colher suas flores, recebendo como prêmio doloridas picadas, que permanecem ardendo por vários dias.

Garça moura (Ardea cocoi) por Fazenda Hotel e Ecoturismo AREIA QUE CANTA
 Finalizado o safári almoçamos, após um breve descanço assistimos a uma palestra sobre o Projeto Gadonça que estuda a predação do gado por Onça-pintada (Pantera onca) e Onça-parda (Puma concolor).

Onça pintada (arquivo)
O Projeto Gadonça é um projeto ambiental de caráter científico, conservacionista e educacional que tem como objetivo principal o estudo da interação entre grandes predadores carnívoros silvestres e animais domésticos na região do Pantanal do Mato Grosso do Sul.

Entre os objetivos específicos do Projeto estão: i) determinação do tamanho das populações de grandes predadores silvestres, tais como as onças-pintadas (Panthera onca) e onças-pardas (Puma concolor) e das populações de espécies principais de presas utilizadas como alimento por estes predadores na região sul do Pantanal do Mato Grosso do Sul; ii) determinação do impacto da predação de onças sobre o gado doméstico; iii) determinação dos padrões de distribuição e deslocamento de onças na região; iv) análise de medidas preventivas à predação de onças sobre o gado; v) estudo da influência do parentesco e dispersão na determinação dos territórios de onças.

Todas as pesquisas desenvolvidas na Fazenda San Francisco são ou foram teses de especialização, mestrado ou doutorado e as publicações desses estudos, estão fornecendo importantes informações da biologia e ecologia das espécies citadas que poderão servir como estratégias para futuros planos de manejo e conservação, em especial dos animais mais ameaçados.

Após a palestra seguimos para o rio Miranda onde navegamos numa chalana, observando a fauna local.
Na chalana foto ( por Gladis F. Cunha)
O socó-boi é uma das espécies observadas às margens do rio Miranda (arquivo)

 Num dado momento, ancoramos para pescar piranhas, com as quais alimentamos um grande jacaré (o Mala) um dos quatro espécimes que já espera por isso. Estes jacarés se aproximam da chalana e recebem uma piranha como recompensa, após “demonstrarem” como são capazes de impulsionar o corpo erguendo-o para da água.

Depois que o Mala engoliu seu petisco ficou calmamente junto ao casco deixando que nosso guia apontasse com uma vareta partes da sua cabeça e tórax, ressaltando aspectos da anatomia destes dentuços répteis.

Foto de Gabriela Avlad disponibilizada no Facebook
Terminada esta etapa, fizemos um lanche e esperamos o anoitecer para a focagem noturna, quando nosso grupo seguiu em camionetes diferentes. Durante a focagem um guia com olhos de coruja procura e foca os animais com hábitos mais noturnos. Nosso grupo observou tamanduá-bandeira, um casal de “lobinhos” (graxaim), uma coruja de orelhas (Rhinoptynx sp.)
coruja de orelhas (arquivo)

Também vimos duas jaguatiricas (Leopardus pardalis) uma das quais estava até bem tranquila e não fugiu permitindo boa visualização.

Não vimos onças, mas o vídeo amador postado no youtube mostra duas onças, que foram observadas nesta mesma fazenda em maio, durante o dia. Como estavam muito interessadas nos acasalamento chegaram bem próximo ao carro, para alegria dos observadores (tenha paciência e assista até o final, pois vale à pena).


Por Gladis Franck da Cunha.

domingo, 7 de agosto de 2011

Entre grutas e serpentes, o segundo dia de uma grande aventura!


Foto disponibilizada no facebook de Natalia Schneider

Em nosso segundo dia (18/07/2011), visitamos as grutas de São Miguel e da Lagoa Azul pela manhã e à tarde conhecemos o Projeto Jiboia e o Aquário de Bonito, MS.

As Grutas de São Miguel estão localizadas no Parque Ecológico da Reserva Natural do Vale das Anhumas, apenas 12 km de distante do centro da cidade de Bonito, MS. No caminho a paisagem comum do gado branco nas pastagens naturais de um ecossistema do tipo savana.
Foto de Isaias malta
 O passeio às Grutas de São Miguel, além de suas belezas, oferece uma das melhores e mais avançadas infraestruturas de visitação de cavernas do Brasil. A recepção é muito bonita e bem estruturada. Com um mirante e uma mostra arqueológica de objetos construídos pelas tribos indígenas da região.
Fachada da recepção das Grutas de São Miguel (foto de Arquivo)
Vista posterior da recepção com mirante (fotode arquivo)
Exposição arqeológica (foto de arquivo)
 Além disso, estão sendo introduzidos alguns animais no local que ainda recebem alimentos, por isso, sem muito medo alguns deles se aproximam para deleite dos fotógrafos atentos.
Graxaim (lobinho) que está sendo introduzido na reserva (foto de Isaías Malta)
Araras vermelhas em processo de reintrodução na natureza (Foto de Isaías Malta)
Este pequeno casal não economizou no ninho! (foto de Isaías Malta)
 Antes de iniciar a visita o grupo de no máximo 15 pessoas assiste a um vídeo ilustrativo e recebe orientações de um guia com formação em Geologia.
Grupo assistindo ao vídeo ilustrativo (foto de Isaías Malta)
 O acesso à gruta é feito por uma trilha suspensa, com mais de 200 metros de extensão, por entre as copas das árvores, que conduz até a entrada da caverna, com pausas para observações e explicações sobre os elementos da região.

A trilha suspensa emociona um pouco pelo balanço! (Foto de Isaias Malta)
 As Grutas de São Miguel têm a cavidade seca, indicando que o processo de evolução se encerrou há muito tempo. Na entrada da gruta os troncos das árvores se somam aos pilares formados pelas estalactites e estalagmites.
Entrada da gruta (foto de Isaías Malta)
 A cavidade principal mostra uma grande variedade de espeleotemas de formas curiosas - estalactites, estalagmites, ninhos e corais de calcário que foram esculpidos pela natureza, durante milhões de anos.
Espelotemo do tipo coral calcáreo (foto de arquivo)
Espelotema do tipo ninho (foto de arquivo).
 Há várias entradas de luz que, dependendo da hora do dia, criam interessantes efeitos luminosos.
Efeitos de luz (foto de arquivo)
 Todavia, os efeitos de luz aliados a formas que eram interpretadas como imagens de santos, levou muitos visitantes do passado a destruírem o trabalho geológico para arrancar pedaços da rocha e levar para casa.
Formação que lembra imagen Sacra (foto de arquivo)
 Atualmente, as visitas são supervisionadas e a trilha de circulação esta demarcada no solo.

Além das espécies cavernícolas há estrangeiros que se abrigam na gruta como uma coruja que vimos na entrada, uma família de lobinhos que dorme e procria na gruta e, próximo à saída o guia chama a atenção para ums das atrações que é a presença de morcegos no teto.

Olhando os morcegos (foto de Isaias Malta).
Os morcegos no teto próximos a uma formação que lembra um morcego (Foto de Isaias Malta)

Estes estrangeiros trazem restos de animais e fezes para o interior da caverna, contribuindo com a matéria orgânica necessária à sobrevivência dos cavernícolas. Os morcegos da caverna são pequenos e ficam no alto dificultando a visualização. Felizmente na recepção encontramos espécimes bem maiores, como pode-se ver abaixo.
Espécimes de "Murcegus sorridentus" (foto de Isaías Malta)
 Ao sair da gruta voltamos à recepção em um carro elétrico (não poluente) e logo embarcamos em direção à Gruta da Lagoa Azul.

Gruta da Lagoa Azul

Lagoa Azul no fundo da Gruta (foto de arquivo)
 Descoberta por um índio Terena em 1924, a caverna possui em seu interior um lago azul com dimensões que a tornam uma das maiores cavidades inundadas do planeta. Uma de suas formações chama a atenção por formar as letras L e A de Lagoa Azul (se não viu na foto anterior veja abaixo).

Fromação que lembra um L e um A no fundo da lagoa (foto de arquivo)
 Em 1992 uma expedição Franco-Brasileira de espeleomergulhadores, encontrou uma série de fósseis de mamíferos - como o tigre de dente de sabre e preguiça gigante - que viveram durante o período geológico do Pleistoceno - 6.000 a 10.000 anos atrás. Estas informações são dadas pelos guias que acompanham os grupos de até 15 pessoas e também estão escritas em placas informativas junto à recepção.

Antes de seguir para gruta é necessário colocar os equipamentos obrigatórios, ou seja, uma “linda” touquinha e um capacete, que somente serão retirados na saída da caverna. Quem não achou muito fácil vestir a touca foi o Fábio.

Colocando os equipamentos, ao fundo vê-se as dificuldades do Fábio Giacomelli com a touca (foto de Isaías Malta)
 Com suas formações geológicas - não só o teto como o piso da gruta estão repletos de espeleotemas de várias formas e tamanhos, que despertam a atenção dos turistas e pesquisadores do mundo inteiro.

O Parque Estadual Gruta da Lagoa Azul foi criado em 9 de junho de 2000 e homologado em 20 de dezembro de 2000, com uma área de 12.512 hectares, abrangendo o município de Nobres, no Estado de Mato Grosso, região centro-oeste do Brasil. Antes da implantação do parque a gruta era livremente utilizada para passeios e piqueniques, que redundaram na deposição de grande quantidade de lixo no lago. No início de implantação do parque foram retirados da gruta cerca de 5 caminhos de resíduos sólidos.

As grutas e cavernas são de formações calcárias em forma de dolinas incrustadas na serra de Nobres com lagoas de águas azuis cristalinas, com presença de espeleotemas como estalactites, estalagmites, cortinas e colunas, patrimônio de grande importância cultural e cênica.

Interior da gruta com espeleotemas diversos, alguns dos quais se projetam horizontalmente (foto de arquivo)
 Após uma descida um tanto úmida e escorregadia com 100 m, depara-se com um lago de águas intensamente azuladas, cuja profundidade estima-se ser de 90 m. Ninguém sabe ao certo de onde vêm suas águas, acredita-se na existência de um rio subterrâneo, que alimenta o lago.

No ponto de maior aproximação ao lago são tiradas as últimas fotos e se parte para a árdua subida, que costuma ser feita, aos poucos. Porém, num dado momento a Gabriela Avlad tomou a dianteira e ninguém mais segurou nosso grupo, que acabou subindo um pouco mais rápido do que o usual.

Foto do grupo tirada pelo guia.
 Finda esta etapa seguimos para o almoço e de lá para o Projeto Jiboia.

Projeto Jiboia

Este projeto organizado por Henrique Naufal têm como objetivos principais:

1- Vencer o desafio de fazer as pessoas passarem a respeitar esses animais no meio ambiente.

2- Fornecer animais sadios e legalizados para o mercado de animais de estimação, porem a abertura de novos criadores esta suspensa pelo IBAMA desde 2002.

3- Esclarecer as pessoas que passam em visita por Bonito MS, o que é verdade e o que é mito em relação às serpentes.

4- Trabalhar gratuitamente com a população local através de visitação de escolas para podermos mostrar a importância das serpentes no meio ambiente como fonte de proteína para aves e mamíferos carnívoros, e também sua importância como predadora, para controlar a população de roedores que podem ser muito mais nocivos ao homem que a própria serpente. Com esse trabalho o projeto busca mudar a cultura local em relação às serpentes, evitando assim sua matança indiscriminada na natureza!
Henrique Naufal com a jiboia 'Cinza' ao pescoço (Foto de Isaías Malta)
 O carisma e bom humor de Henrique permitem que informações importantes sobre as serpentes sejam assimiladas de forma prazerosa. Ao final, assimo como a Jhenifer, todos os integrantes de nossa trupe intrépida tiraram fotos com a Cinza no pescoço, mesmo os que iniciaram esta atividade temerosos.

Jhenifer C. Cardoso, Henrique e Cinza ( foto de Isaías Malta)

Do Projeto Jiboia, ainda fomos visitar o Aquário de Bonito e de lá para o Hotel, já que na manhã seguinte deveríamos partir as 5 horas da manhã para Miranda, que se localiza, efetivamente, no Pantanal Matogrossense.

Por Gladis Franck da Cunha

Sites oficiais:
1 – Grutas de São Miguel - http://www.bonitobrazil.com.br/PASSEIOS-3-33-GRUTAS+DE+SAO+MIGUEL.htm
2- Gruta da Lagoa Azul - http://www.portalbonito.com.br/guia-passeio/ecoturismo-em-bonito/gruta-do-lago-azul
3- Projeto Jiboia - http://www.projetojiboia.com.br/