segunda-feira, 15 de junho de 2015

Cena de crime no CARVI!!!?????




No dia 23 de maio de 2015 laboratórios do Bloco A do CARVI foram palco de uma situação inusitada: UMA CENA DE CRIME!

Sim, crime hediondo: um assassinato!

Por sorte, alunos do Ensino Médio de várias escolas da região de abrangência do CARVI atuaram como especialistas e numa missão de CSI identificaram vítima, origem do disparo da flecha e criminoso entre os suspeitos.

Terrivelmente................ Divertido!


Incrivelmente…. Instrutivo!

Esta foi a prova de CSI organizada para o Rally Científico que ocorre todos os anos no CARVI! 
Os participantes puderam vivenciar uma das muitas possibilidades de atuação profissional dos Biólogos!  

Entre as tarefas os "investigadores" precisaram identificar o sexo da vítima pela análise do esqueleto, calcular a provável origem do disparo da flecha pela inclinação da mesma, identificar os tecidos analisados, revelar as digitais e comparar com o quadro de suspeitos, além da identificar o suspeito pelas bandas de DNA.



Acima a equipe de professores responsáveis pela elaboração e avaliação da tarefa, da esquerda para direita: Wilson Sampaio de Azevedo Filho, Gladis Franck da Cunha e Raquel Cristina Balestrin .

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

O ponto X do sexo: aspectos genéticos e evolutivos.

por


Imagem traduzida de Sanger Institute.

Foi por meio de um consórcio internacional que se completou o sequenciamento de cromossomo X humano e foram feitas várias outras análises sobre sua evolução e fisiologia.

Esses estudos podem contribuir para o esclarecimento da origem das diferenças sexuais da espécie humana e servir como base para os estudos de doenças resultantes de alterações nos genes localizados nesse cromossomo.

É sabido desde os anos 50 que cada cromossomo é formado por uma molécula ininterrupta de ácido desoxirribonucleico. Em relação à herança sexual humana, as mães contribuem apenas com o cromossomo X, enquanto os gametas paternos podem conter um X ou um Y. Ou seja, nos gametas masculinos é que ocorre a diferença necessária para resultar na biologia do homem (XY) ou da mulher (XX).

As denominadas doenças ligadas ao sexo são alterações nos genes localizados apenas no cromossomo X sem correspondência no cromossomo Y. Exemplos são as hemofilias A e B e as distrofias de Duchenne e Becker, tais doenças por serem determinadas por alelos recessivos, ocorrem com maior frequência em homens do que em mulheres. A razão disso é que por terem apenas uma cópia de quase todos os genes localizados no único X que possuem, não há homens heterozigotos para as características ligadas ao sexo.

As informações sobre o cromossomo X são muito importantes para entender as diferenças biológicas entre homens e mulheres. Neste sentido, em 2005 foram publicados dois artigos na renomada Revista Nature.

O primeiro da equipe liderada por Mark T. Ross, do Instituto Sanger de Cambridge (Inglaterra), e mais de 250 pesquisadores de diversas instituições se relaciona ao sequenciamento de 99,3% do cromossomo X e a identificação de 1098 genes (4% do genoma humano).

Já o artigo de Laura Carrel, da Universidade Penn State, e Huntington Willard, da Universidade Duke, ambas nos Estados Unidos, evidencia que cerca de 15% dos genes localizados na cópia inativada do X escapam dessa inativação. Este fenômeno de inativação de uma cópia do cromossomo X somente ocorre nas mulheres, sendo amplamente aceito que esta inativação é essencial para o balanço gênico uma vez que a maioria dos alelos ocorre apenas em dose simples no sexo masculino. Como foi verificado pelos estudos de Carrel e Willard, 15% dos genes permanecem ativos, mesmo no cromossomo inativado.

Ross e seus colegas constataram ainda que um terço da sequência do cromossomo é composto por elementos repetitivos de DNA, que parecem servir como um reforço do sinal de inativação do cromossomo nas células humanas. O trabalho de Carrel e Willard parece confirmar essa informação.

A sequência completa do cromossomo X possibilitou uma comparação detalhada com a sequência do Y. Segundo os dados obtidos, apenas 54 dos 1098 genes do X têm um homólogo funcional no Y e apenas 15 genes localizados no Y não possuem um homólogo funcional no X. Como alguns desses genes estão envolvidos em doenças, é possível que haja repercussões para o aconselhamento genético de mulheres.

observação: Postagem modificada do resumo elaborado por Claudecir Bes, Patrícia Amaro e Patrícia Monfrini para a disciplina de Modelos e Processos Evolutivos, 2014.

Referências:
SOUZA, S. J. O ponto X do sexo. Instituto Ludwig de Pesquisa sobre Câncer (SP). Ciência Hoje, Rio de Janeiro, v.36, p.11-12, mai. 2005.

FURTADO, F. O X da questão. Especial para a CH On-line, 16/03/05. Disponível em http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/genetica/o-x-da-questao/ acesso em 03/02/2005.

domingo, 19 de outubro de 2014

O Coração da Criança: cuidados dos pais podem ajudar a salvar um coração doente.

fonte da imagem: Dasmarias Blog

Na abordagem das doenças do coração da criança, tanto as que acometem o coração do feto, como as que irão lesar um coração previamente sadio, dois pontos são importantes: a prevenção e o diagnóstico precoce.
          
Para prevenir doenças congênitas, que ocorrem ainda no útero, o ideal é que os pais tenham um organismo o mais saudável possível, e bem preparado para conceber uma nova vida.  Caso a futura família tenha incidência de cardiopatias, o risco de lesão no coração do bebê é maior que entre a população normal. O lúpus também representa um fator de risco cardíaco para as crianças, e as mães portadoras dessa doença apresentam um índice elevado de filhos com distúrbios no sistema de condução do coração. O diagnostico das lesões congênitas pode ser feito ainda no útero, através da ecocardiografia fetal.
          
Durante a gravidez, deve-se evitar o consumo abusivo de fumo, de álcool e sobre tudo drogas. Medicamentos aparentemente inofensivos, como uma simples aspirina, podem causar danos ao coração do feto. O inicio da gravidez, principalmente as oito primeiras semanas, são fundamentais para a prevenção de problemas cardíacos, pois é nesse período que o coração se constitui como órgão.
          
O trabalho de parto e o nascimento devem ser bem acompanhados, pois a falta de assistência médica adequada pode acarretar problemas pulmonares que vão se refletir no coração. Uma das manifestações mais frequentes de doença cardíaca nessa fase é a cianose que deixa a criança com uma coloração azulada.
          
Em alguns casos, a criança pode apresentar boas condições gerais, mas na ocasião da alta do berçário, o pediatra, ao auscultar a criança, perceber um sopro cardíaco. O sopro, que tanto assusta a família quando detectado pelo pediatra, pode ser um fator importante para o diagnóstico.  A ausência dessa manifestação, muitas vezes, retarda o reconhecimento do problema, causando prejuízos à criança.
          
Não só ao nascer as crianças apresentam as doenças do coração, as chamadas patologias adquiridas podem ser acometidas após o nascimento também. No primeiro ano de vida, as viroses são a causa mais frequente de lesões. Após os seis anos, atenção para a febre reumática que ocorre, em média, duas semanas após uma amigdalite, e se não tratada adequadamente, acarretará uma lesão definitiva no coração. 

Previnir também é importante nas crianças de família de hipertensos, coronariopatas, obesos e diabéticos. Essas atenções nos levarão a um diagnóstico precoce que facilitará o tratamento das crianças. Prevenir é o melhor tratamento para as doenças do coração.

Fonte: BARBOSA, R. C. O coração da criança. Ciencia Hoje, nº 103, vol. 16, pg. 96, setembro de 1994.

Resumo elaborado por: Claudiane Schiavenin
Disciplina: Embriologia (2013)
Professora: Gladis Franck da Cunha

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

II Mostra pedagógica de Ciências

Prezados alunos (as), abriram as inscrições para participação na Mostra Pedagógica de Ciências. Aguardamos seus trabalhos! Participem!


domingo, 1 de junho de 2014

Replicantes à vista (resumo)

Replicante do filme Blade Hunner
Médicos norte-americanos divulgaram na década de 1990 uma pesquisa sobre clonagem de embriões humanos.

De fato, do ponto de vista técnico, pouco existiu de novo no anúncio feito por Jarry Hall, diretor do Laboratório de Andrologia e de Fertilização IN VITRO da Faculdade de Medicina da Universidade George Washington (EUA). Clonagem de embriões já era um assunto bem conhecido, especialmente em zootecnia. Com o gado, por exemplo, o que se faz é remover uma célula de um embrião, tomar um óvulo não fertilizado, retirar seu núcleo e, no lugar dele, colocar o do embrião. A partir daí, o desenvolvimento é normal.

Com seres humanos, existia mais um problema a enfrentar. Óvulos humanos são difíceis de se obter e, assim, era preciso arranjar um meio de prescindir deles. A solução foi encontrada pelo mesmo grupo que anuncia a clonagem. Os óvulos normais são revestidos por uma camada gelatinosa, constituída basicamente por proteínas e carboidratos, denominada zona pelúcida, que é essencial para proteger o embrião nos primeiros dias de desenvolvimento. No terceiro dia, quando o embrião se implanta na parede do útero, essa camada desaparece. Em 1991, Hall e colaboradores inventaram uma zona pelúcida sintética. Assim, bastava retirar uma célula de um embrião e revesti-la com essa zona pelúcida sintética e já se teria um novo embrião apto a se desenvolver.

Resumo da técnica utilizada pelos médicos americanos

Hall afirmou que preferiu fazer a clonagem às claras para que a polêmica se estabelecesse logo e se resolvesse afinal até que ponto se deve interferir com embriões humanos.

Apesar dos protestos e dos temores, o fato é que se estava muito longe da ficção científica na década de 1990, pois os métodos da época não permitiam clonar células já diferenciadas. Outro fator que distanciava o anúncio dos pesadelos de quem temia a massificação do processo de clonagem era o fato da técnica de Hall só tinha sucesso com embriões de duas células. Células retiradas de embriões maiores não se desenvolveram. 

Na ficção de Star Wars o exército de Stormtroopers foi gerado a partir da clonagem de um único guerreiro.

As retiradas de embriões de oito células só chegaram a se multiplicar até oito células e as retiradas de quatro células também não passaram disso. Só as obtidas a partir de embriões de duas células chegaram até 32, que é o tamanho que os embriões têm quando, elas pelas vias normais, se implantam. Quanto aos embriões resultantes de sua experiência pioneira, Hall afirma que os destruiu.

Esta reportagem foi publicada em novembro de 1993 na revista Ciência Hoje, fazendo referência ao artigo que saiu na revista americana Science, vol. 262, 29/10/1993. Anos depois o primeiro mamífero foi clonado, a ovelha Dolly. Tal procedimento foi feito a partir de células adultas: o núcleo de uma célula das glândulas mamárias de uma ovelha adulta da raça Finn Dorset (cabeça branca) foi transferido para um ovócito com núcleo removido de uma fêmea da raça Scottish Blackface (cabeça preta). Outra ovelha de cabeça preta gerou Dolly, que nasceu idêntica ao primeiro animal citado.
         
Esquema da geração da ovelha Dolly

Provando que com o passar do tempo os cientistas conseguiram fazer a clonagem a partir de células já diferenciadas, de glândulas mamárias. Diferentemente do que dizia na reportagem original, onde só era possível clonar a partir de células também embrionárias.

Embora as técnicas de clonagem tenham avançado nos últimos anos, a clonagem de seres humanos ainda está muito longe de acontecer. Além de alguns limites científicos, a questão ética e religiosa tem se tornado um anteparo para estas pesquisas com seres humanos. A embriologia e a engenharia genética têm feito pesquisas atualmente com células-tronco para a produção de órgãos animais através de métodos parecidos com a clonagem.

Fonte: ASSIS, João de Paula, Replicantes à vista. Ciência Hoje, nº 95, vol. 16, pg. 69, novembro de 1993.

Resumo elaborado por: Victoria Baschera
Universidade de Caxias do sul - Curso: Ciências Biológicas
Disciplina Embriologia Animal, 2013.
Professora: Gladis Franck da Cunha

domingo, 6 de abril de 2014

Pesquisa realizada no CARVI é premiada no Kansas (EUA).

Natalia Schneider na 90º conferência da Kansas Entomological Society (via Facebook)

A acadêmica Natalia Schneider que está realizando intercâmbio em Universidade americana, apresentou pôster da pesquisa desenvolvida no CARVI sob orientação do Prof. Wilson Sampaio de Azevedo Filho na 90° conferência da Kansas Entomological Society, sendo premiada com o PRIMEIRO LUGAR!

Esta é mais uma conquista do grupo de pesquisas em Insetos, que realiza investigação de bom nível internacional.


Como destacou em mensagem do facebook Natalia está “super super feliz” e todos os professores que participaram de sua formação aqui no CARVI estamos “super super orgulhosos”: parabéns Natália!

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

CURSO DE BIOLOGIA – CARVI PRESENTE NO PROJETO RONDON 2014 – OPERAÇÃO PORTAL DA AMAZÔNIA

Abertura das atividades em Estreito – Equipes da Universidade de Caxias do Sul e Universidade Federal do Rio Grande do Norte com Prefeito e Secretários Municipais

Desde segunda-feira, dia 27/01/2014, a UCS está participando do Projeto Rondon – Operação Portal da Amazônia Estreito, no Maranhão. A coordenação da equipe está a cargo da Professora Gisele Cemin com o apoio da Professora Vania E. Schneider. ambas do Curso de Biologia do CARVI. O grupo é composto ainda por 8 alunos dentre os quais dois estão representando também o Curso de Biologia. 

O grupo se divide em ações destinadas aos moradores da localidade. Aulas sobre astronomia, capacitação em comunicação e expressão corporal, encontros para orientação de lideranças locais, palestras sobre gerenciamento de , mapeamento de pontos turísticos e elaboração do mapa turístico do município e oficinas de conscientização ambiental. são exemplos do trabalho desenvolvido no município.



Os alunos da Biologia estão desenvolvendo oficinas referentes  a compostagem e hortas nas escolas, estas, mais direcionadas aos alunos, onde é ressaltada  a importância da uma alimentação saudável, além do reaproveitamento de restos de alimentos, e demonstração na pratica da montagem de hortas tanto  no sistema convencional como as hortas suspensas. Estão sendo ministradas ainda  aulas de informática básica para a população local.

Destaca-se o trabalho desenvolvido pelos alunos da Biologia, Ronaldo Belenzier e Carla Rossi que tem demonstrado profundos conhecimentos nas mais diferentes áreas, uma característica da nossa formação, mas acima de tudo um forte senso de responsabilidade e compromisso com o desafio que é o Projeto Rondon. 

Ronaldo e Carla são exemplos de profissionais cidadãos comprometidos e que conseguem atuar frente as mais diferentes situações tendo sempre uma “carta na manga” a oferecer. Trabalhando com os mais diferentes públicos, nossos alunos têm sido elogiados recebendo o carinho de crianças, jovens e adultos.
 
Na foto, Ronaldo Belenzier e Carla Raquel Rossi do curso de Ciências Biológicas do Campus Universitário da Região dos Vinhedos.
Segundo Ronaldo Belenzier:  “o RONDON, além de ser uma grande oportunidade de por em pratica os conhecimentos adquiridos durante a faculdade, também serve para adquirir novos aprendizados ou reforçar o que já foi visto durante a graduação, um exemplo claro disso é que aqui no município de Estreito onde pode-se observar vários ecossistemas diferentes como o cerrado, que é o predominante, além de trechos de floresta amazônica, e mata de cocais entre outros. Além disso a convivência com outros colegas e com pessoas de outras regiões proporcionam uma experiência única, além de quebrar alguns preconceitos sobre o local visitado como é o caso do estado do Maranhão, já que o que se vê aqui é totalmente diferente do que o que  é mostrado pela mídia”.

Na opinião da acadêmica Carla Raquel Rossi o projeto Rondon é uma experiência de cidadania, de troca de conhecimento, de trabalho em equipe, mas acima de tudo uma experiência de vida. É a oportunidade transmitir um pouco do que aprendemos na nossa caminhada acadêmica, de ensinar e aprender sobre a cultura local, de mostrar a nossa cultura também, de compartilhar e conhecer as histórias do povo de Estreito, de ouvi-los e de fazer o bem e assim, poder deixar nossa marca no coração dos Estreitenses”.

Alunos que integram o Projeto Rondon 2014 – Operação Portal da Amazônia
Greyce Kelly Pellin (Educação Física)
Phillipe Dummer (Ciências Biológicas-CCAB)
Franco Lorenzo Bossardi (Comércio Internacional)
Nicolas Finckler (Engenharia Ambiental)
Fabiano Sartori (Engenharia Civil)
Ronaldo Bellenzier (Ciências Biológicas-CENT/CARVI)
Maiara Calgaro (Jornalismo)
Carla Rossi (Ciências Biológicas-CENT/CARVI).


Texto encaminhado pela Professora Dra. Vânia E. Schneider.